Geral

Juiz cobra ação do governo para acabar com desvio de função na Polícia Civil

Por Jovem Sul News  em 06 de março de 2018 - 16:40

Juiz cobra ação do governo para acabar com desvio de função na Polícia Civil

Na sessão desta segunda-feira, 5 de março, na Câmara Municipal, o juiz titular da 1ª Vara Criminal de Chapadão do Sul, Silvio Prado, fez uso da tribuna para pedir apoio aos vereadores para que o governo do Estado tome providências em relação à custódia de presos na delegacia do município.

Segundo o magistrado, por não haver um presídio na cidade, os detentos ficam nas celas da delegacia, porém, ele alertou que não é função dos policiais civis a custódia desses presos. “Eles deixam de exercer sua função, que é investigar os crimes”, pontuou.


O pedido do juiz aconteceu no mesmo dia em que houve tentativa de fuga na delegacia de Chapadão do Sul. Os presos quebraram cadeados das celas, mas acabaram contidos pelos policiais. Eles exigem banho de sol pelo menos três vezes por semana.


O vereador Mika (MDB) informou que, no ano passado, foi autor de um pedido para que o governo estadual disponibilizasse cinco agentes penitenciários para fazer o serviço, mas a resposta foi negativa. “Temos um projeto que permite colocar policiais de folga para receber uma remuneração extra e fazer este tipo de serviço. Dessa forma, os trabalhos da Polícia Civil não seriam prejudicados”, informou.


O presidente da Câmara Municipal, vereador Toninho Assunção (PSB) disse que essa semana estará em Campo Grande e que aproveitará a oportunidade para conversar com seu correligionário, deputado estadual Barbosinha, ex-secretário de Justiça e Segurança pública, para interceder pela causa.

Tornozeleira


O juiz Silvio Prado sugeriu que os vereadores formem uma comissão para ir pessoalmente a Campo Grande levar a questão às autoridades.


Uma alternativa apontada pelo magistrado seria o uso de tornozeleiras eletrônicas. Com um custo inferior ao de deslocar um servidor para fazer o serviço, o equipamento permitiria que a prisão fosse cumprida de forma domiciliar, sem a necessidade de um agente 24 horas a disposição para atender as necessidades dos detentos. “É muito pertinente e resolve. Se me der algumas tornozeleiras eu resolvo esse problema”, concluiu.


Fonte: Jovemsulnews (Gabriel Maymone)