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Jogadores divergem quanto ao favoritismo do Brasil

Por GE.net/ Luiz Felipe Fagundes Curitiba (PR)  em 24 de maio de 2010 - 08:56

Se o discurso sobre a união do grupo da seleção brasileira, que está concentrada em Curitiba, está afinado, o mesmo não pode se dizer em relação ao favoritismo. Na entrevista coletiva concedida na tarde deste sábado, os laterais Daniel Alves e Michel Bastos mostraram opiniões contrárias sobre o tema. O primeiro, por exemplo, não quer saber deste tipo de pressão, deixando esse tipo de análise apenas para torcedores e imprensa, longe dos jogadores.

"Depende de como você aceita essa situação. Se você não se deixa influenciar pelas coisas que as pessoas falam, já é algo que você tem ganho", analisou o jogador, que teme que a admissão de um nível maior do que o de outros times motive os adversários em uma onda anti-Brasil . "No futebol você não pode entrar como favorito, porque o nível está alto. Se você menosprezar um adversário, pode ter sustos", finalizou.

Já para Michel Bastos, seleção brasileira por si só já significa favoritismo em qualquer competição pela história da camisa amarela. Agora, cabe aos jogadores confirmar mostrando um grande futebol e saindo da África com o hexacampeoanto.

"Acho que o Brasil, a gente que está dentro do futebol sabe que sempre vai ser favorito. Com a qualidade que tem, tem que mostrar que vai lá para ser campeão, chegar até as finais. Nós jogadores sabemos que temos que dar o máximo e é o que a gente vai fazer", concluiu.