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Cassilandense conta como descobriu e como realizou a cirurgia cardíaca de emergência

Peri Paulino detectou problemas sérios no coração durante exames para curso de elite da Polícia Penal; procedimento de cateterismo e angioplastia foi realizado com sucesso em Campo Grande.

Por Cassilândia Notícias  em 15 de maio de 2025 - 16:14

Cassilandense conta como descobriu e como realizou a cirurgia cardíaca de emergência

Peri Paulino, servidor da AGEPEN (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) em Cassilândia, passou por uma cirurgia cardíaca de emergência na Santa Casa de Campo Grande. A descoberta das obstruções arteriais ocorreu de forma inesperada, durante exames exigidos para um curso da tropa de elite da Polícia Penal, o COP.

No início do ano, ao realizar os exames cardiológicos necessários para atestar sua aptidão física e psicológica para o curso intenso, um cardiologista em Cassilândia detectou uma pequena alteração e não pôde fornecer o laudo. Buscando uma segunda opinião em Paranaíba, Peri foi orientado a fazer uma angiotomografia em Campo Grande, um exame mais completo.

O resultado da angiotomografia, realizado em 25 de abril, demorou sete dias para sair, coincidindo com o feriado de 1º de maio. Uma colega que já havia passado por cateterismo confirmou a gravidade, apontando uma veia com 99% de obstrução (apenas 1% de fluxo) e outra com 75% de fluxo (25% de obstrução). Ela o aconselhou a ir diretamente para Campo Grande para organizar com um especialista.

Em 7 de maio, Peri conseguiu uma consulta com a Dra. Karen Duran, cardiologista na Santa Casa. Ela confirmou a necessidade urgente de um cateterismo, especialmente para a veia com 99% de obstrução. Embora ele tivesse marcado o procedimento para 12 de maio, a gravidade do caso era tamanha que, ao chegar no Prontomed da Santa Casa, foi informado que poderia fazer imediatamente. Por estar sozinho e ainda processando a notícia, Peri solicitou dois dias para retornar com alguém dirigindo.

O cateterismo foi realizado em 12 de maio pelo Dr. Emerson Pereira. O procedimento confirmou a obstrução grave. Na sequência, foi feita uma angioplastia para desobstruir a artéria, também com sucesso. Peri permaneceu consciente durante os procedimentos e pôde ver os resultados na hora. Peri relatou que quatro cardiologistas (Dra. Karen, Dr. Emerson e mais dois da UTI) lhe disseram que ele era "quase um milagre" por estar vivo sem ter tido um infarto, dada a importância da veia obstruída. Graças a Deus, a condição foi descoberta a tempo.

O período de recuperação inicial exige repouso absoluto por sete dias. Depois, poderá fazer caminhadas leves. O retorno à academia e corridas está previsto após 30 dias, quando passará por novo exame de esteira. A partir daí, com medicação e cuidados, ele espera voltar à vida normal.

Confira a íntegra da entrevista com Peri, no vídeo abaixo: