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Alerta em cassilândia: aumento de casos de chikungunya preocupa Vigilância

Diretor de vigilância em saúde pede colaboração da população e detalha a gravidade da doença transmitida pelo aedes aegypti

Por Cassilândia Notícias  em 24 de outubro de 2025 - 14:52

Alerta em cassilândia: aumento de casos de chikungunya preocupa Vigilância
Odair (Vigilância em Saúde)

O diretor de vigilância em saúde de Cassilândia, Odair, manifestou preocupação com a chikungunya, que há algum tempo tem dado sinais de um aumento dos casos da doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti no município. Embora o transmissor seja o mesmo da dengue, a chikungunya é considerada mais grave por deixar sequelas que podem durar até a vida toda.

A principal diferença é que, enquanto a dengue geralmente permite a recuperação em cerca de 30 dias, a chikungunya causa muita dor nas articulações e pode debilitar a pessoa, levando a casos em que pacientes ficam sem conseguir andar ou comer. O diretor relembrou o caso de um paciente em Cassilândia que precisou de muitos meses de tratamento em Campo Grande devido às sequelas. Uma epidemia sobrecarregaria a saúde pública, pois os profissionais teriam que monitorar os pacientes por anos devido à "dor invisível" que a doença pode causar.

Situação e combate ao mosquito
Neste ano, Cassilândia registra sete casos positivos de chikungunya (sendo um recente) e 150 casos de dengue. Felizmente, não houve registro de zika. As medidas de prevenção são as mesmas para todas as doenças transmitidas pelo aedes: eliminar os criadouros. O morador tem a responsabilidade de destinar corretamente todo o seu lixo, semanalmente. A fiscalização será intensificada, e haverá autuações e multas para quem acumular lixo ou criadouros, como tampinhas de garrafa, latinhas ou vasos.

Detecção e estratégia de combate
Todos os casos positivos são confirmados via exames do Lacen em Campo Grande. A população que apresentar sintomas como febre, dor no corpo, mialgia ou dor atrás dos olhos deve procurar a unidade de saúde e realizar a sorologia no laboratório imediatamente, para que a circulação do vírus possa ser mapeada. A cidade está implementando uma estratégia chamada ovitrampas. A estratégia consiste em mapear a cidade, instalando copinhos a cada 300 metros para atrair a fêmea do mosquito depositar os ovos. Na quarta semana do mês, o recolhimento e a contagem de ovos indicam onde está a maior concentração de fêmeas, permitindo que os agentes foquem o trabalho nessas áreas, como foi detectado na Vila Pernambuco. O diretor pede que a população receba o pessoal do bloqueio químico costal e abra as portas para que o agente possa borrifar o veneno, que mata o mosquito e não causa danos a pessoas ou plantas.

Vacinação Antirrábica
Neste sábado, 25 de outubro, será o último dia da campanha de vacinação antirrábica no Indaiá do Sul, Bairro Seringal e Vila Santa Rita, além dos animais já agendados na cidade. Quem não conseguir, pode procurar a vigilância ou passar o endereço para atendimento posterior.

Confira a íntegra da entrevista realizada hoje, no Programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca: